1 de janeiro de 2015

" O dia" PARTE II

(...) "Acordei nos cuidados intensivos.
Eu estava tão desesperada..." 
Foi a primeira vez que fui para o hospital sem estar na lista de espera. Entrei direta para uma sala onde foi feita uma desintoxicação através de um tubo que ia desde o nariz ao estômago. ( É HORRÍVEL! Sente-se mesmo o raio do tubo nas amígdalas.) Estive quatro dias internada. Primeiro nos cuidados intensivos e mais tarde nos intermédios. Foram quatro dias de quinze em quinze minutos a tirarem-me sangue, quatro dias a soro, com todo o tipo de maquinas ligadas, desde a tensão aos batimentos cardiacos, ao oxigénio...tudo e mais alguma coisa.
Vi as portas da morte de perto sem sentir medo ou arrependimento. A verdadeira dor estava dentro de mim e ao contrário do que imaginavam, não se encontrava espalhada por todo o corpo mas bem localizada na alma. Ao fim dos quatro dias saí de um hospital para entrar noutro. Desta vez um hospital psiquiátrico. Só o nome assusta não é? Fui recebida por uma médica que me encostou totalmente à parede. Claro está que eu, sendo a peça que sou, fiquei logo à defesa no entanto, percebi que ela não era como a anterior. Ela não me ia deixar sair dali enquanto não falasse um pouquinho que fosse. Percebendo isto e alertando-me para a possibilidade de poder ficar lá internada, abri logo a boca e comecei a falar... Feito isto, encaminhou-me para outra médica que ficou com o meu caso e para uma psicóloga onde estou a fazer uma avaliação psicológica. Nunca pensei dizer isto, mas são, sem margem para dúvida, grandes profissionais. Está bem que a primeira médica entrou a matar mas fez isso porque percebeu que eu não ia abrir o jogo e naquela altura não tinha outra escolha. Neste momento estou medicada com um bloqueador que supostamente impede que tenha ataques de pânico e as dores que estes provocam. Mas isto é só supostamente...A médica deixou claro que era temporário, só até terem a avaliação concluída para depois ser medicada exatamente para o que o teste acusar. E ainda bem porque não sinto diferença nenhuma!
Ao fim desses quatro dias tive várias consultas e com isso algumas coisas foram mudando. Por exemplo, nunca mais vou por os pés na escola onde estava mas isso? Isso conto numa próxima vez. 

26 comentários:

  1. Cada vez que aqui venho me convenço mais de que realmente és forte minha querida ** estou aqui para ti se precisares *

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  2. isto é... mesmo... verdade? :(

    r: oh, sim, mas claro que, se os que já estão há mais tempo, não fizerem nada, saem de guias :p

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  3. r: porque é que alguém tem de viver assim? :( tu és tãoooo forte!

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  4. És forte, ainda tu dizes que não...
    r: Ahah ok, eu só pensava que se escorregava em folhas nos filmes, ri-me tanto xD Cantamos em chinês...xD

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  5. r: E em cascas de banana?xD Aos patos?

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  6. r: A mim também não, mas até havia de ser giro xD Ficavas lá a palrar (mistura de frances com portugues) com eles :p Então conta-me cá, Abby, andas em que ano, área, essas coisas, vá talk to me :)

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  7. R: Bem, se achas que agora estás no bom caminho, força nisso, a sério! E não ficaste mais burra, provavelmente sentiste falta do esforço cerebral e tens essa sensação...

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  8. Espero que corra tudo pelo melhor. Desejo-te muita força!

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  9. r: Eu sou uma vida louca! E tu? :)

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  10. R: Quando foi a última vez que fizeste isso?

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  11. R: E começaste a fazê-lo por quê?

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  12. r: Não tens de te castigar assim, isso é muito prejudicial para ti...Culpada de quê?

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  13. Oh querida, tu passaste por tanto e mesmo assim, ainda continuas cá, a escrever sobre o mal que te aconteceu... Como dizem as outras, tu és forte!

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  14. és uma guerreira, tens a prova disso ! :)

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  15. deve ser preciso ser muito forte para passar pelo que estás a passar.

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  16. Tu fazes parte das 7, tu és uma guerreira Abby! Convence-te disso! Vou estar aqui para te dizê-lo as vezes que forem necessárias!
    Já te disse que vais ficar boa, o sítio em que estás é muito bom para tratar de ti. Nunca mais faças uma asneira dessas estás a ouvir?
    Sabes que eu continuo aqui :)

    r: Siiiiiiiim?

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  17. Todos dizem que és forte, todos dizem que és uma guerreira, todos dizem para seres forte e que vai passar.
    Custa ser forte, custa ser guerreira, custa a passar. Mas é a melhor maneira de ultrapassar isto - sendo forte e guerreira. E um dia vais olhar para trás e perceber que já passou, que não precisas da psicóloga ou dos médicos para ser forte, para continuar a viver.
    ESTOU AQUI! ♥

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  18. r: Sabes o filme cujo nome é o título do blog?
    A Mia tinha mil e uma razões para desistir! Mas sabes o que ela fez? Não desistiu, lutou! Não desistas!

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  19. r: Compreendo...A minha turma também sempre foi povoada de gente imatura e que só estava bem a dizer mal uns dos outros nas costas. Nunca fui completamente aceite no grupo deles (embora fale com eles quando é necessário) e sinceramente nunca quis, dispenso gente daquelas. Pouco me interessa se tenho lá amigos ou não, como eu digo "não ando na escola para arranjar amigos, não são eles que vão na minha vez para universidade nem querem tampouco saber se sou feliz ou não no futuro", mas provavelmente foi apenas uma frase que arranjei para não me sentir mal, e resultou. Os meus ideais são diferentes, não vou ser outra pessoa só para eles me "amarem". A tua psicóloga tem razão.

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  20. Os meus medicamentos também não fazem nada. Continuo a achar que são apenas drogas para nos intoxicar o corpo.

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  21. Realmente tu és muito forte e acredita que vais ficar melhor :)

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